VA e VR

iFood Benefícios compra a Caju: o que muda, e o que ainda não muda, para a sua empresa

O acordo foi assinado em 20 de outubro de 2026 e ainda depende do Cade e do Banco Central. Até lá, as duas empresas seguem independentes, e o cartão da sua equipe continua como está.

AB
Equipe Agiliza Benefícios
Publicado em 20 de outubro de 2026
5 min de leitura
Cartão da Caju e cartão do iFood Benefícios lado a lado
Em resumo
  • O iFood Benefícios assinou em 20 de outubro de 2026 o acordo para comprar a Caju.
  • O negócio depende do Cade e, depois, do Banco Central. Até lá, as duas operam de forma independente.
  • Para quem usa um dos dois cartões, nada muda agora: cartão, saldo e contrato seguem como estão.

O iFood Benefícios assinou nesta terça, 20 de outubro de 2026, o acordo para comprar a Caju, empresa de tecnologia para benefícios, despesas corporativas e gestão de pessoas. Segundo o UOL, é a maior aquisição da história do iFood, e ela junta duas empresas que começaram a operar no mesmo ano, 2020, disputando o mesmo mercado.

R$ 1 biavaliação da Caju no mercado financeiro, segundo o UOL
+70 milempresas clientes da Caju
65 milempresas clientes do iFood Benefícios

O que foi anunciado

Quem compra é o iFood Benefícios, a área de benefícios corporativos do iFood, que pertence ao grupo Prosus. O valor do negócio não foi divulgado. O UOL apurou que o mercado financeiro avalia a Caju em cerca de R$ 1 bilhão, e o desembolso faz parte do pacote de R$ 24 bilhões em investimentos que o grupo anunciou para o ano fiscal que termina em março.

O acordo foi comunicado ao Cade no mesmo dia. Eduardo Del Giglio, CEO e cofundador da Caju, continua na empresa depois que a compra for concluída.

O que muda agora: nada, até a aprovação

A compra ainda não está concluída. Ela precisa do aval do Cade, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica, e depois da aprovação do Banco Central. Até lá, as duas empresas seguem operando de forma independente, sem impacto para clientes, colaboradores e parceiros.

20 de outubro de 2026 · hoje
Acordo assinado e comunicado ao Cade.
Próxima etapa
Análise do Cade. O comunicado não traz data.
Depois do Cade
Aprovação do Banco Central.
Ao fim das aprovações
Conclusão da compra. Até aqui, cada empresa segue com a sua operação.
Se a sua empresa usa iFood Benefícios ou Caju

O cartão, o saldo e o contrato continuam como estão. Não há nada a fazer agora, e a Agiliza avisa quando houver mudança.

Quem são as duas empresas

As duas nasceram em 2020 com a mesma proposta: tecnologia própria para modernizar o vale-refeição e o vale-alimentação. Os números abaixo são os informados pelas próprias empresas no comunicado da compra.

iFood BenefíciosCaju
Empresas clientes65 milmais de 70 mil
Quem usa1,7 milhão de usuáriosmais de 1,3 milhão de trabalhadores
Onde o cartão é aceitomais de 11 milhões de estabeleci­mentosmais de 12 milhões de estabeleci­mentos
O que oferecerefeição e alimentação num cartão só, dentro do PAT, e saldos para mobilidade, cultura, home office, educação, saúde, bem-estar e saldo livreplataforma para benefícios, despesas corporativas e gestão de pessoas
Destaque citadoprêmio Melhor RH 2025 em benefícios corporativos flexíveisas quatro principais certificações de segurança da informação

Fonte: comunicado do iFood Benefícios, 20 de outubro de 2026.

Ao UOL, Arthur Freitas, que comanda o iFood Benefícios, disse que a empresa cresceu perto de 80% ao ano nos últimos três anos.

Por que agora: as novas regras do PAT

O mercado de benefícios movimenta cerca de R$ 150 bilhões por ano no Brasil e atende mais de 22 milhões de trabalhadores, em cerca de 470 mil empresas inscritas no PAT, o Programa de Alimentação do Trabalhador.

As mudanças aprovadas no fim de 2025 limitaram a 3,6% a taxa cobrada dos estabelecimentos e abriram os arranjos de pagamento, o que tende a aumentar a competição no setor. É nesse ponto que o iFood apoia a compra: segundo Freitas, com a Caju o iFood Benefícios terá capacidade de cobrar dos estabelecimentos uma taxa de desconto menor do que a praticada no mercado.

Quando o custo da transação cai, o estabelecimento opera com mais margem.

Arthur Freitas, CEO do iFood Benefícios, no comunicado da compra

As regras novas, uma a uma, estão no nosso post sobre as novas regras do PAT em 2026.

O que pode mudar depois da aprovação

As empresas listaram o que esperam da união. São intenções anunciadas: o desenho final só se conhece depois das aprovações.

  • Para o RH: uma plataforma única para benefícios, despesas e gestão de pessoas.
  • Para o colaborador: mais descontos nos benefícios, o que, segundo as empresas, pode ajudar na retenção.
  • Para restaurantes e comércios: uma base maior de trabalhadores, com cartões alinhados às novas regras do PAT.
  • Para o produto: mais capacidade de investir em tecnologia e em produtos novos. Del Giglio fala em mais aceitação, mais uso no online e mais investimento em produto.

O iFood também diz o que fica: o trabalhador mantém as vantagens de hoje, como o saldo que rende até 40% a mais pela oferta de restaurantes no app, os descontos do Clube iFood, as ofertas do Comer Fora para comer no salão e as marmitas de comida caseira a preço acessível.

O que a sua empresa deve fazer

Se usa iFood Benefícios

Nada muda agora. Cartão, saldo e vantagens seguem como estão.

Se usa Caju

Também nada muda agora. As duas empresas operam de forma independente até o fim das aprovações.

Se está revendo o VA e o VR

A compra não muda as regras do PAT, que valem para todo o mercado. Vale olhar o contrato da sua empresa à luz delas: a taxa, o prazo de repasse e onde o cartão é aceito.

Quer revisar o VA e o VR da sua empresa?

A Agiliza é parceira do iFood Benefícios e acompanha a operação de perto. A gente olha o seu contrato atual e diz o que vale ajustar com as regras novas do PAT.

Fontes

Este texto é informativo e será atualizado quando o Cade e o Banco Central decidirem.

AB
Equipe Agiliza Benefícios

Corretora e consultoria de benefícios 360°. Escrevemos sobre o que negociamos e administramos todo dia para o RH de centenas de empresas.

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